sábado, 4 de dezembro de 2010

XVIII - MADRUGADA AMANTE























MADRUGADA AMANTE

Dizendo no seu fecho em bela fala
A madrugada uiva o verbo amar
Inflamando o rubor que o instinto cala
Por querer-se adornada em só luar

E a gente entende como sendo gala
De um tempo leve no infinito ar
Que em hora dessas basta o contemplá-la
Mítica musa em pele do adorar

A fúria do prazer é evidente
Emerge do espetáculo que excede
À gloria sublimada em nossa mente

É coisa tão silente em que sucede
Paixão que forte vem e indiferente
Mas é, 'incontinenti', como pede

Miguel Eduardo-




3 comentários:

marilandia disse...

"...A madrugada uiva o verbo amar..." na plenitude dos versos teus.

Pouco há q se comentar (gastaria palavras e palavras), quando o autor é MIGUEL EDUARDO.

Beijos.
Marilândia

Karinna* disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Karinna* disse...

*Refazendo:
Um espaço mágico, onde a originalidade, o lirismo, o sentimento, o sentido pleno, a fímbria da sensação, o imo da emoção, mesclam-se, de forma exímia, dentro da métrica de um soneto.
Poucos conseguem tal façanha.
É dom. Puríssimo dom!
Admiração
K*