quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

X - A MENTE


















Como eu quisesse estar ausente à lida
Assim a face ao mar em muda areia
Levada em vento para bem na ida
Ao ar ser livre como é a sereia

Então, demente e esguia ogiva intensa
Tal uma escada ao céu levando adeuses
Ficasse eu só memória e pura crença
A ver corando o dia incertas vezes

No breu noturno acende ela ametista
Em estrelado cio de estrelas lindas
Solta a vencer sem ter lembrança à vista

Viúvo sol do vento amoralista
Tua língua foge quando tu te findas
Na minha mente efeito de aforista

Miguel-





Um comentário:

marilandia disse...

Em demência, esgueira "A MENTE" pelo "breu noturno" de sonhos e fantasias, "Tal uma escada ao céu levando adeuses" dentre vãs lembranças.

Soneto em que se proclama a SUPREMA ARTE!!!

Beijos.
Marilândia