quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

XII - INTER-FLOR






















INTER-FLOR

As muitas curvas desejosas
Alentos que meus olhos veem
Cachos de frutas saborosas
Essências etéreas também

Gênio das mulheres dengosas
Dessas cujos perfumes creem
Vestirem peles vaporosas
São elixires do meu bem

Em seu corpo desponta um sonho
Que olhar algum jamais traduz
É ali que vive o que transponho
E que bem sei aonde luz

No paladar de tanta espera
Reside a fome de uma fera

Miguel Eduardo

Um comentário:

marilandia disse...

Diante de esplendoroso soneto, silencio!!!

Ecos n'alma e coração.

Beijos.

Marilândia